na manhã de sábado as duas mulheres caminham de braços dados, sem pressa olham para o chão calças largas, tênis está gostando da novela? […]
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na manhã de sábado as duas mulheres caminham de braços dados, sem pressa olham para o chão calças largas, tênis está gostando da novela? […]
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…E para que ele desperte, você tem de fazer a travessia. E ela é solitária, mesmo que seja em um grupo. Ter coragem é poder sair desse lugar estreito – o Egito, Mitzraim em hebraico, cujo significado é um lugar estreito, que não pode mais nos conter – para uma Nova Terra. […]
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Nunca esqueço./E todo ano, sou feliz nesse momento./Exatamente nesse momento./Podem me perguntar./Sei exatamente qual é o primeiro dia,/o primeiro céu,/o primeiro sol,/o primeiro vento…/do outono.
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Simplesmente parou, não lembrava quando ocorrera, a família o viu estático fixando o horizonte. Aparentava se encontrar em estado contemplativo – vinha fazendo imersões em cursos de meditação, já que estava sentado num degrau da escada do portão sem se mover. Após duas horas, estranharam e, ao se aproximarem dele, somente ouviram murmúrios em resposta à pergunta do que estava fazendo, se iria ficar ali até a noite; estava esfriando.[…]
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Sou uma senhora, me diz a imagem refletida. Sou uma senhora e preciso me acostumar com isso. Transformo-me a cada minuto em alguém que não sei bem quem é. […]
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Hoje é dia dos tempos verbais destroçados
Da comemoração abortada
Da taça de vinho vazia[…]
Nenhuma cortina consegue mais esconder tais moléstias das sociedades. Algumas fênix renasceram de crateras de bombas como Alemanha, Japão, Itália, Espanha. Sepultaram-se apartheid e colonialismo na África e Ásia. URSS e China mudaram rumos aderindo ao capitalismo, individual a primeira, de estado a segunda. Não há infelicidade eterna; mudarão Coreia e Cuba, questão de tempo. Felizes os que vivem esse tempo de mudanças. Quando chegará o nosso?
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Manhê, manhêêê?/Que é filho, você não tá dormindo? Dorme, é tarde./Manhê, manhã é hoje?/Não, amanhã é amanhã./
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O inverno chegou, fazia muito frio quando o nono começou a tossir; com febre alta teve de ficar de cama, não podia mais ir à varanda. Na hora do remédio, entrei com Gina no quarto dele. Na parede, em cima da cama […]
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Por vezes me pego meio assim-assim. Não querer falar, nem ler o pasquim. Não quero escutar nem Gabi Melim. Não quer cheirar nem flor de jasmim. Chego a renunciar uma mesa de bar na Gal San Martín.
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Um pneu balançando em uma corda; /rajadas ao fundo /no tempo que corre em dimensões fugazes e perdidas.
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Recebo o já batido golpe do WhatsApp: oi, tudo bem? Anota meu número novo, o outro vou deixar só pra trabalho, tá bom? […]
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